Turismo,
a bola da vez?
Se
você procurar no dicionário a definição
de Turismo,
não se espante se encontrar algo do tipo: “turismo é o deslocamento
de uma ou mais pessoas, por motivo de lazer, para um
local especialmente agradável”. |
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É
isso mesmo, por mais prosaico que possa parecer, ainda é assim que
o turismo costuma ser entendido pela maioria das pessoas
em muitos lugares. Entretanto
,
e apenas para registro histórico, fique sabendo que uma das primeiras
tentativas de definir turismo data de 1911, isso mesmo, do início
do século passado, e foi formulada por um sisudo economista austríaco
com o pomposo nome de Hermann Schattenhofen!
Dizia Hermann que:
“Turismo é um conceito capaz de englobar todos
os processos, especialmente
os econômicos, necessários ao desenvolvimento das atividades
de atendimento aos que viajam, compreendendo os serviços desde a
chegada até a saída do turista em um determinado destino”.
Achou
um pouco confuso? Elaborado demais? Não ligue, o importante é perceber
que, já naquele tempo, Schattenhofen fazia questão de frisar que o turismo estava, primordialmente, relacionado
à atividade econômica.
Com
relação ao uso do termo “turista” de acordo com os motivos da viagem,
ainda no início do século passado, outro estudioso do assunto, Schwink, dava a seguinte definição
para o turismo: “o turismo
é o deslocamento temporário de pessoas do local de sua residência
habitual, por qualquer motivo relacionado com o espírito, o corpo ou a profissão.”
Agora olhe com atenção o mundo
à sua volta! Não vai ser difícil perceber que, embora muitas coisas
tenham mudado desde Schattenhofen,
algo permaneceu exatamente no mesmo lugar: o enorme impacto da atividade
turística na economia dos principais destinos.
Se
você for um pouco mais fundo, também perceberá que hoje as pessoas
viajam, cada vez mais, por razões que pouco têm a ver com lazer ou com lindas paisagens! Ou se têm, pelo menos não
é essa a única razão para a viagem. Nesse aspecto, e apesar de ser
ainda um assunto controverso, aceito mais facilmente a definição
de Schwink, que considerava a viagem por motivos profissionais
como atividade turística. A discussão está longe de terminar, mas,
enquanto o mundo acadêmico debate a questão semântica, nós, profissionais
de convention bureaux, preferimos ignorar
os motivos da viagem, e concentrar nossos esforços no fato de que,
qualquer que seja esse motivo, a cadeia produtiva do turismo será
movimentada com benefícios para todos os envolvidos.
Assim,
estamos cumprindo o papel que nos cabe de promover o aumento do
fluxo de visitantes como forma de alavancar as economias regionais,
como veremos mais adiante.
De
qualquer maneira, e sem querer encerrar a questão, permitam-me registrar o que a Organização Mundial
de
Turismo –
OMT, define como atividade turística,
apenas para que tenhamos uma espécie de versão oficial que nos libere
da perigosa viagem que grande parte dos estudiosos empreenderam
ao se embrenhar pelo traiçoeiro labirinto que é a semântica e a
discussão conceitual. Afinal, se meu primeiro professor de filosofia
descrevia o filósofo como: “um
peregrino em busca da verdade sem jamais conseguir alcançá-la ou
defini-la!”,
não sei quanto a você, leitor, mas no que me diz respeito,
não tenho a menor pretensão de tornar-me um peregrino das definições do turismo, prefiro concentrar-me nos seus
efeitos mais visíveis e mais práticos.
Veja,
então, o que diz a OMT:
Turismo
é: “o ato de se deslocar do seu local de residência
permanente, por motivos de negócios ou prazer, excluídos os deslocamentos
ou viagens de rotina para trabalhar ou estudar”.
Se
você ainda não conseguiu decidir com qual das definições se identifica
mais, talvez esteja na hora de contratar uma de minhas palestras.
Não sei se, ao final do meu trabalho, você vai ficar com mais dúvidas
do que certezas, mas garanto que haverá bastante espaço para o debate
de idéias e que você sairá de lá com uma imagem bem mais consistente
do que é a atividade turística e seus impactos na economia.
Se
isso não for do seu interesse, mesmo assim, contrate a palestra,
prometo que serão minutos de muita descontração, troca de experiências
e apresentação de visões diversificadas, fruto de meus 30 anos no
ramo, minhas viagens pelo mundo e meu trabalho no seio desses organismos
apaixonantes que são os CVB’s.
Não
espere mais, entre em contato e veja por que a palestra “O Grande Negócio do Turismo de Negócios” já foi vista por milhares
de pessoas em 14 estados do Brasil.
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assim: se você gostar, recomende aos amigos e clientes, se você
não gostar, recomende aos inimigos, assim deixamos todo mundo feliz! |